terça-feira, 9 de setembro de 2014

As Rainhas Cabernet Sauvignon e Chardonnay

Existem diversos aspectos que caracterizam os vinhos, mas podemos dizer que o tipo de uva é o mais marcante, a espinha dorsal. Por isso, vamos falar sobre duas uvas que são consideradas soberanas entre as demais: a Chardonnay e a Cabernet Sauvignon.

Tidas como as mais populares mundo afora, graças a sua facilidade de cultivo e adaptação a diferentes climas e solos, estas duas uvas são as rainhas em seus grupos (brancas e tintas, respectivamente).

A Cabernet é uma uva de bagas pequenas que possui uma casca espessa e pouca poupa, portanto, seu rendimento é baixo. Em contrapartida ela é versátil e se apresenta muito bem quando usada em corte¹ com outras uvas. Por exemplo, com a Merlot e a Cabernet Franc (sua prima), representando assim o famoso corte usado em Bordeaux/França. Também dá ótimos resultados quando vinificada sozinha. Seus vinhos são encorpados, de boa estrutura e acidez, alguns austeros e longevos, outros frutados e prontos para serem consumidos ainda jovens. De cor profunda com nuances violáceos quando novos e ao envelhecer ganhando notas acastanhadas. Além de possuir aromas bem marcados e característicos com certas alterações decorrentes do terroir de origem, tem sempre personalidade forte e marcante. Geralmente apresenta: cassis, herbáceos, frutos negros e cedro.

A Chardonnay é uma uva branca que produz vinhos badalados e muito conhecidos como: Montrachet, Poully-Fuissé, Chablis, Champagne - neste caso quando vinificada sozinha, o vinho trará no rótulo a informação de que se trata de um Blanc de Blanc OU quando associada à Pinot Noir e a Pinot Meunier se tornará um Blanc de Noir - além de vários outros. Apresente aromas potentes de avelã, pão tostado, frutos cítricos e exóticos.
Embora sua terra natal seja a Borgonha, essa pequena notável se adapta facilmente a regiões distintas produzindo vinhos conceituados na Austrália, Califórnia, Itália, Chile, entre outras. Fica óbvio sua tolerância a climas diversos sejam eles frios ou mais quentes resultando em aspectos distintos
Poucas uvas brancas conseguem atingir bons resultados e manter sua personalidade quando passadas por barris de carvalho, mas falamos de uma rainha e como tal ela se destaca, harmonizando-se com a madeira e apresentando vinhos amanteigados e de vida longa.

Faça uma seleção com essas duas soberanas provando vinhos de diferentes lugares e estabelecendo paralelos com as características básicas delas e as particularidades que apresentam . Você entenderá o porquê de tanta fama.

¹Corte, assemblage, blend: sinônimos da misturas de diferentes UVAS num mesmo vinho.²Terroir é o termo usado para designar o contexto no qual a uva é cultivada e que engloba o clima, composição do solo, índice pluviométrico, relevo, ensolação e uma série de outros aspectos que mudam de lugar para lugar o resultado final.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Com que taça eu vou?!

No momento de escolhê-las é preciso considerar três fatores de suma importância: forma, tamanho e material. O formato lembra uma tulipa, sendo mais largas no fundo e fechadas nas bordas. Isso porque em contato com o ar, o vinho respira e desprende aromas que as taças concentram em seu interior, onde nossos narizes se deliciarão. 

A capacidade ideal deve ser de 280 ml, mas tenha em mente que NUNCA se deve encher uma taça, pois isso, além de deselegante, dificulta as análises visuais e olfativas, uma vez que para a primeira é necessária uma inclinação de, aproximadamente, 60º ou mais para identificarmos assim padrões e nuances de cores. Já o olfato será privilegiado pelo ato de passear o vinho na taça liberando com isso seus aromas. 

Finalmente, e não menos importante, escolha taças de cristal fino. Este matéria é excelente e perfeito para a degustação, uma vez que proporciona visibilidade do que temos no copo e, principalmente, porque sendo um material poroso, quebra as moléculas aromáticas do vinho. Faça um teste com uma taça de cristal e outra de vidro que notará uma diferença. 

Existem taças específicas para cada tipo de vinho valorizando as características de cada um, por exemplo, Bordeaux, Borgonha, Champagne, Porto, etc. Mas, para quem inicia no mundo dos vinhos não há necessidade de manter esse verdadeiro arsenal em seu armário. Opte por modelos coringas como a ISO (International Standards Organization): que é uma taça desenvolvida para degustações técnicas. Depois que já estiver mais aprofundado na questão, recomendo: 

- Para vinhos TINTOS : grandes de bojos largos e mais fechadas na parte superior; 

- Para vinhos BRANCOS : médias e de boca um pouco mais estreita; 

- Para vinhos de DOCES e FORTIFICADOS : pequenas (no mercado encontramos algumas para vinho do Porto que se parecem com a taça de espumantes, contudo menores e com corpo menos comprido); 

- Para ESPUMANTES : as famosas flute ou flauta de corpo estreito e alongado. 

Na hora da limpeza, não se esqueça de que ali serão servidos vinhos para DEGUSTAÇÃO e que detergentes deixam resíduos. Use apenas água morna com um "pinguinho" de detergente e um pano de linho para secá-las. E, se em algum momento elas apresentarem manchas, vale uma gotinha ou duas de água sanitária, um enxágue prolongado e abundante. Um pouco de álcool líquido para esterilizá-las, de vez em quando, também ajuda. 
Pronto! Taças límpidas e brilhantes preparadas para a próxima jornada gustativa. 

Texto: Marcia Gombos para o caderno IG Paladar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Vinhos para Festas

Depois de conversar com muitas pessoas e observar de perto o comportamento humano frente a uma taça de vinho, percebi que já é hora de uma dica importante : como escolher o vinho certo para a sua festa.

Faz tempo que os espumantes (champagne, prosecco, cava, etc) ganharam espaço nas comemorações. Contudo, ainda é bastante difícil definir que tipo de espumante e, mais ainda, que vinho tranquilo¹ servir.

O estilo da festa dá o tom

Bem, tomemos como base o estilo da festa . Se for algo mais formal e que envolva serviço de jantar, o correto é ter um champagne (ou afins) para recepcionar os convidados e harmonizar um vinho para cada prato de acordo com a estrutura, molho, tipo de carne, untuosidade...

Num jantar mais informal pode-se escolher um vinho mais "coringa" que fique razoavelmente bem com todos os pratos. Essa é uma opção de acompanhamento e não uma harmonização, posto que temos a entrada, o prato principal e a sobremesa, coisas bastante distintas. A melhor pedida são os espumantes que ficam relativamente bem diferentes sabores.

Casamentos e vinhos diplomáticos

Nos casamentos podemos sugerir a mesma linha de pensamento, já que alguns são seguidos de jantar. Mas se os noivos escolherem uma opção mais simples, servindo finger food e salgados, uma boa saída são os vinhos de médio corpo .

Costumo dizer que a Merlot figura entre as uvas mais diplomáticas que existe, agradando a um número maior de pessoas. Você ainda pode optar por  vinhos de corte², que tem o paladar mais aveludado, como o Syrah com Grenache; Cabernet com Merlot e por aí vai.

Dica importante: oriente os garçons sobre a importância de servir pouco e constantemente , mantendo assim a temperatura ideal dos vinhos no copo dos convidados, evitando desperdício e resultando em uma série de elogios.

Lembre-se
Montar uma harmonizar é uma tarefa que demanda atenção e conhecimento , mas você pode pedir a ajuda de profissionais como os da consultoria Tout du Vin que farão todo esse trabalho por você, levando em conta que o vinho não precisa, nem deve, ser caro para ser bom e tornar a sua festa um grande sucesso.

DICAS: Champagne Piper Hiedsieck (França), Santa Digna Merlot (Chile-Miguel Torres) e Lagarde Reserva Cabernet (Argentina-Lagarde).

1 - vinho sem a presença de gás carbônico (sem borbulhas);
2 - vinho produzido a partir de mais de uma uva sem predominância de nenhuma delas


Matéria escrita por Marcia Gombos para o Portal IG

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

2014 - de volta!

Olá enoamigos,

Criei este blog na intenção de compartilhar minhas experiencias no mundo dos vinhos com o maior número de pessoas possível, afinal, não existe nada melhor para os apreciadores. Mas nosso grande inimigo, o tempo, não tem me deixado fazer isso. Foram muitas histórias, taças, risos, harmonizações, cores, aromas e sabores. Conheci novos estilos, novas uvas, novos “terroirs”, sem contar nos grandes encontros com a principal protagonista deste enredo enológico: a videira.
Fui até a fonte conhecer pessoalmente algumas dessas grandes lendas e, para minha supresa, a emoção tomou conta de mim ao ver suas nuances, as vezes fragéis e magricelas começando uma história, ora adolescentes desenfreadas produzindo vigorosamente e outras anciãs, atarracadas, de troncos sinuosos e baixissima produção. Pada momento uma nova descoberta ao palato! Elas ganham com a experiência dos anos e safras, sendo que quanto menos produzem, melhor é a qualidade de seus frutos, tornando-se os grandes tesouros das vinícolas. É lindo de ver!!! Parece simplista ou até mesmo exagero, contudo os melhores sentimentos da alma são exatamente assim.
Para aqueles que ainda se mantem resistentes ao vinho, deixo meu apelo e convite para que “provem”. Não apenas uma, mas duas, três, quatro vezes, porque é com o tempo que aprendemos a apreciar as coisas boas da vida.

Uma das promessas de 2014 é estar mais vezes por aqui, então, aguardem que logo logo volto com mais novidades.

   






 

 

 

  


 




 


  
 

 


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vinícola MIGUEL TORRES lança ESPUMANTE DE UVA PAÍS

Embora essa uva seja desconhecida da grande maioria dos apreciadores de vinho, ela é considerada a variedade mais antiga do Chile, sua introdução data da época das conquistas espanholas, ou seja, mais de 500 anos atrás.

Por ser de grande produtividade e após o aparecimento das castas "francesas" como a Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e afins, seu cultivo foi aos poucos perdendo espaço e sua importância deixada em segundo plano.

A Universidade de Talca e a vinícola Miguel Torres, juntamente com incentivos do Governo, se uniram num projeto para estimular a retomada do cultivo da uva País, estudando e investigando por 3 anos seu potencial, o que deu origem a um espumante rosado que já foi eleito por 2 anos consecutivos (2012 e 13) pelo guia Descorchados como o MELHOR ESPUMANTE CHILENO.

O Santa Digna Estelado é produzido 100% com a uva País através do método clássico no qual a segunda fermentação acontece na garrafa nascendo, assim, as borbulhas e chega ao mercado brasileiro por, aproximadamente, R$ 75 (Importadora DeVinum)

A país possuí baixo teor alcoólico e alta acidez natural, o que a torna perfeita para um espumante, principalmente, quando acrescentamos a essa fórmula uma taxa de crescimento de 10% ao ano no consumo chileno deste tipo de vinho (sem contar no potencial do mercado internacional). Mas, o mais interessante de todo o projeto é o cunho social, incrementando os ganhos de pequenos produtores e, para o deleite dos eno-apaixonados, entregando ao consumidor final um produto de alta qualidade a preços acessíveis.


Veja mais acessando: http://www.youtube.com/watch?v=XfwttI_U5eo


Curiosidades: 
- Hoje a uva país segunda mais plantada no Chile com 15.000 hectares.

- A linha Santa Digna é certificada com o selo FAIR TRADE (Comércio Justo): condições de trabalho dignas, respeito ao meio ambiente e arrecadação de fundos para projetos sociais.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Fiasconaro e Mouton Cadet: uma explosão de sabores!

O panetone mais EXCLUSIVO do mundo harmonizou de modo primoroso com o Sauternes Mouton Rothschild.

Na última Terça-feira (29) tive o prazer de acompanhar os amigos Camilla Guidolin e Rene Cunha de Oliveira numa degustação fechada para pouco sortudos. Aconteceu na Cavatappi Enoteca (loja de propriedade de ambos) que oferecia a oportunidade de provar o Panetone Fiasconaro Dolce Presepe juntamente com o Sauternes da Baron Philippe de Rotshschild.

Originário da Sicília/Itália o Fiasconaro é produzido de modo artesanal com massa composta por laranja vermelha fresca cristalizadas e uvas passas que foram aromatizadas com vinhos Marsala e Zibibbo. Além de uma combinação de chocolate branco e torrone, o que mais chama a atenção e a escultura de um presépio feita com riqueza de detalhes e que arranca elogios dos apreciadores. Apenas 25 unidades vieram para o Brasil.


O Sauternes é um vinho de sobremesa produzido através de um processo de colheita tardia para o qual as uvas são deixadas na parreira além do tempo normal de colheita. Durante esse período e em decorrência do clima propício, um fungo de nome Botrytis Cinerea ataca as uvas perfurando sua casca e tornando a perda de água maior. Com a desidratação, os açúcares se concentram resultando num vinho bastante doce, de baixa acidez e grande complexidade aromática. Produção limitadíssima graças ao baixo rendimento que o processo acarreta.

Duas famílias tradicionais da eno-gastronomia comprovaram que bons produtos tem nome, sobrenome e fazem com que nos rendamos aos prazeres de um bela harmonização, recheada de cores, aromas e sabores!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lançamentos 2013!

Oi Pessoal,

UM FELIZ 2013 À TODOS!
É com grande prazer que a Tout du Vin anúncia que fechou parceria com algumas importadoras para oferecer à você o que a de melhor disponível no mercado. Sem esquecer, é claro, de nossa consultoria especializada para o desenvolvimento de seus eventos corporativos ou pessoais, cursos, palestras, etc!
Veja o que preparamos para VOCÊ:


Caso não seja possível ler corretamente, acesse o link abaixo:

Se consumido moderadamente, o vinho pode reduzir os riscos de adquirirmos doenças cardiovasculares, artrite, câncer de mama, ajuda a controlar o peso, prevenir efeitos negativos do sedentarismo e proteger mulheres da osteoporose. Somente para citar alguns dos muitos benefícios atribuídos à bebida comprovados em pesquisas.

Portanto...Saúde!