segunda-feira, 6 de junho de 2011

Bebendo Estrelas

Um vinho elegante e refinado que nos inebria os olhos, o corpo e a alma, nos torna livres e nos “rouba” as verdades.

Assim é o champagne e foi Dom Pérignon – monge beneditino da abadia de Hautvillers no séc. XVII – quem definiu a sua fórmula o que tornou o seu nome o representante do vinho de maior prestigio da casa Moet & Chandon. Incomodado com a alta acidez do vinho após a primeira fermentação decidiu colocá-la na garrafa e estudar as mudanças que isso causaria e tempos depois chamou a todos dizendo: “Venham depressa! Estou bebendo estrelas!”

Produto de uma segunda fermentação na garrafa, o champagne é uma das AOC¹ (Appellation d’Origine Contrôlé definida em 1927) mais famosas da França.

É composta por três uvas permitidas pela legislação: a Chardonnay, responsável pelo frescor e elegância, a Pinot Noir que garante corpo e potência, e a Pinot Meunier agregando suavidade e equilíbrio.

Estas uvas, após o processo de produção de um vinho tranquilo² são misturadas de acordo com a porcentagem desejada pelo enólogo e o estilo da casa. A mistura é engarrafada  para que a segunda fermentação aconteça, se formando uma grande quantidade de gás carbônico. O tipo de champagne é estabelecido após a extração dos sedimentos e a adição do licor de expedição para completar o conteúdo, tornando o champagne um brut, demi-sec, doux, etc, e você verá essa informação no rótulo. Aliás, pode acontecer também de existir as inscrições “Blanc des blancs” ou “Blanc des noirs”. O primeiro caso designa um champagne branco feito somente com a uva branca Chardonnay, já no segundo, teremos um branco feito com as uvas tintas Pinot Noir e Pinot Meunier.

O Rose é outra versão conhecida e, normalmente, bem mais cara e especial a julgar pelo fato da difícil elaboração dos vinhos tintos na fria e úmida região.

Bem, seja como for, champagne é champagne e acredito que muitos, assim como eu, concordam com o que dizia a mulher mais influente da França no reinado de Luiz XV, Jeanne-Antoinette Poisson, conhecida como Madame de Pompadour: "Eu bebo quando estou feliz e quando estou triste. Algumas vezes bebo quando estou sozinha. Quando tenho companhia, considero obrigatório. Beberico se não tenho fome e bebo quando tenho. Além dessas ocasiões eu nunca toco em champagne... a não ser que tenha sede!"

Portanto, mantenha sempre uma garrafa desta maravilha em sua adega.

DICAS: Laurent Perrier Brut, Moet & Chandon Rose, Dom Perignon 2000.

¹ Denominação de Origem Controlada – legislação que dia normas para a produção de vinhos em determinadas regiões da França.

² Vinho tranqüilo é aquele que não apresenta gás carbônico.

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