Produzido como um vinho normal (vinho tranqüilo) ele se tornará um espumante ao acontecer à segunda fermentação. Neste momento dois processos podem ser utilizados: o charmat ou o método clássico.
No método Charmat a segunda fermentação é obtida em cubas de aço inox (autoclaves) que conseguem suportar a alta pressão gerada. O vinho é colocado nas cubas com uma mistura de açúcar de uvas, leveduras e mosto (também conhecida como licor de tiragem). Ao término da fermentação o vinho é trasfegado para outro tanque, recebe o licor de expedição – que definirá o tipo de espumante¹ - sendo engarrafado em seguida. Possibilitando um processo mais rápido e em maiores quantidades, o resultado final terá um custo mais baixo.
Já no método clássico², após a primeira fermentação o vinho “base” resultante é muito ácido. Ele é engarrafado juntamente com uma porcentagem de licor de tiragem para que a segunda fermentação aconteça diretamente na garrafa, seguindo então para as caves subterrâneas onde o vinho ficará em pupitres (específie de estante) na qual a garrafa fica com o gargalo para baixo e em determinadas inclinações. Elas são giradas diariamente na intenção de que as leveduras promovam uma constante troca química com o líquido, seguindo assim a fermentação que irá gerar o gás. A garrafa será girada até chegar a uma posição de mais ou menos 90º para que as borras (leveduras) sejam armazenadas no gargalo, sendo este congelado na intenção de eliminar tais resíduos. Para completar o volume total é acrescido o licor de expedição.
Podemos chamar de espumante todos os vinhos que apresentem “perlage³”, mas existem denominações especificas que nos ajudam a identificar sua procedência:
CAVA – Espanha; MURGANHEIRA – Portugal; CHAMPAGNE – França, etc, sendo este último o mais celebre e afamado de todos, além de ter preços mais elevados. Isso se deve a sua longa e delicada produção que pode levar de 3 a mais de 10 anos (Ex. Pol Roger Winston Churchill) para chegar ao mercado.
Com elegância e refinamento, um bom espumante pode acompanhar um almoço ou jantar do começo ao fim. Conseguindo se harmonizar com tipos diferentes de pratos, portanto, na dúvida a escolha que nunca te deixará errar é esta.
Um vinho vivo, o vinho da felicidade, da paixão, das conquistas, O VINHO DA FESTA!!
DICAS: Espumante Mumm/Argentina, Salton Evidence/Brasil e Piper-Hiedsieck/França.
1.Tipo: brut, demi-sec, doux (teor de açucar);
2.Esse é o método de produção do champagne;3.Borbulhas.
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